Luiz Muller fala sobre sua fase no Winter Series e conta da vez que foi banido do PS

Em entrevista Luiz Felipe Muller conta sua trajetória no poker. Compartilha a boa fase que está tendo e conversa sobre as tendências do poker em 2020.

Em entrevista exclusiva dada ao Mais Poker, o jogador Luiz Felipe Muller compartilhou sua jornada no poker. Contou da vez que foi banido do Pokerstars. Falamos sobre tendências de 2020 e sua atual boa fase na Winter Series.

Mais Poker: Poderia contar um pouco sobre a sua história de vida e sua trajetória no poker?

Luiz Muller: Eu comecei a me apaixonar pelo poker aos 15 anos, vendo meu pai jogar achei muito interessante o jogo. E comecei a brincar ali, jogando dinheiro fictício. Meu sonho era fazer 18 anos para poder ter minha conta no Pokerstars e jogar meu primeiro torneio live. Por incrível que pareça, quando fiz 18 estava tendo o BSOP São Paulo, consegui meu primeiro ITM do Main Event e fiz uma mesa final de Omaha. Depois disso comecei a me dedicar, quase todos meus amigos são do meio do poker. Fui jogando, aprendendo, conversando com vários amigos para melhorar meu jogo e a partir disso fui tendo mais resultados. Em 2018 ganhei meu primeiro BSOP Millions de Omaha, nesse mesmo ano ganhei o LAPT de Omaha, foi bem mágico essa fase para mim, o melhor ano da minha carreira.

Mais Poker: Como você melhorou seu jogo?

Luiz: Melhorei conversando com os meus amigos regulares que jogam. Conversando sobre mãos, debatendo, fiz um coach recentemente com o Luiz Duarte e o Decano.

Mais Poker: Você joga mais live hoje em dia ou online?

Luiz: Estava focando mais no live, até que fui para Vegas, fiquei um mês e fui bem mal no jogo. Além disso tive minha conta banida no Pokerstars por quatro anos, retornei esse ano. Agora que voltei decidi me dedicar mais ao online.

Mais Poker: Desculpa a pergunta, mas porque você foi banido?

Luiz: (risos) foi o seguinte, meu pai também joga poker, mas ele joga por brincadeira. Eu estava chip leader em um satélite e ele estava em último, faltavam cinco jogadores caírem para pegar a vaga. Aí fiz uma jogada para passar as fichas para ele e me descobriram (risos). Nem achei que iam pegar porque era bem baratinho o satélite. Me descobriram e baniram a conta. Depois disso mandei e-mail para eles todo ano, falando que sabia que tinha errado e que não iria acontecer mais. Eles me responderam falando que em quatro anos voltávamos a conversar. Até no meu calendário eu marquei a data exata (risos). Depois de anos eles aceitaram me devolver a conta se eu concordasse em não fazer mais isso. Eu falei “Lógico, de maneira alguma!” (risos).

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Mais Poker: Você joga em outros sites hoje em dia ou só PS? 

Luiz: Eu jogava Partypoker, até por não poder jogar no PS. Mas hoje em dia estou só no Pokerstars mesmo.

Mais Poker: Qual seu planejamento para 2020 em relação ao poker.

Luiz: Eu não imaginava ter fechado o ano de 2019 tão bem e começar tão bem o 2020. Esse ano quero subir meu caixa para aumentar o valor dos torneios que eu jogo. Hoje em dia jogo só jogo até o $215, quero tentar entrar nos high stakes, jogar os torneios de $530, $1000. Estudar mais, aperfeiçoar, sei que nesses altos o nível é outro.

Mais Poker: Você mantém uma rotina de estudo?

Luiz: Sempre vou revisando os torneios que jogo, as mãos que eu errei por ter tiltado ou agido pela emoção. E vou vendo a parte matemática, uso o programa SnapShove para ver os ranges de shove, de fold, se está adequado ao que estou fazendo. Quando uma mão é muito difícil eu discuto com os meus amigos para eles ajudarem.

Mais poker: Você pode falar mais um pouquinho sobre a sua fase atual? O Winter Series?

Luiz: Está sendo a melhor séria da minha vida. As outras séries o máximo que eu fiz foi mesa final, bolhei em várias mesas finais por sinal. Acertar essa série no meu ano de volta ao PS está sendo demais. Tive meu big hit online fazendo segundo lugar no $109. Agora quero jogar todos os Winter Series até o final (risos).

Mais Poker: Quais resultados você teve nessa Winter Series?

Luiz: Fiquei em segundo naquele $109. Cai em 30º em outro $109 com $400K garantidos. Cheguei na reta final do Sunday Million, tinha uns 18.000 jogadores esse. E tem alguns turbos que fiquei na reta final também.

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Mais Poker: Algum conselho para os jogadores que estão começando agora?

Luiz: Por experiencia própria a maior lição é saber usar bem o bankroll. No começo eu acertei torneios grandes e já me achava o melhor do mundo, subi de buy in e fui jogar os de $1000. Aí eu quebrei!

Tive que voltar tudo de novo. Então o conselho é estudar, e se ver que está muito difícil os torneios mais caros descer o valor , vai se adequando. Não adianta tentar pular fase, não dá certo.

Mais Poker: Sobre as modalidades alternativas, Omaha Hi Lo, Mixed etc. O que você acha?

Luiz: A maioria dos meus resultados tanto online quanto live vieram do omaha e do HI Lo. É bem interessante abrir as opções, não focar apenas no Hold’em que é a modalidade mais popular. O brasileiro já está fazendo isso, ganhamos dois braceletes ano passado com o Muka e com o Yuri nos jogos Mixed. Acho que aprender mais jogos ajuda bastante no seu desenvolvimento como jogador.

Mais Poker: Quais as vantagens esses jogos alternativos apresentam para o jogador?

Luiz: O próprio Negreanu sempre diz que o jogador de poker que não sabe jogar outros jogos não é um jogador profissional. Nesses outros jogos tem muita gente inexperiente, se você estudar você vai ter uma vantagem gigantesca contra eles. Diferente do Hold’em, que tem material de sobra disponível para aprender, o nível geral dos jogadores de Hold’em já é bem maior. Tanto e que o 4 Bet agora tem o time focado no hi lo.

Mais Poker: Tem algum coaching desses outros jogos que você indicaria?

Luiz: Eu nunca fiz mas tenho amigos que fizeram, tem o coach do Garrido de 8-game focado no omaha hi lo. Os únicos que sei que dão coaching de Hi Lo é o Bernardo Dias e o Garrido, com certeza são muito indicados. O resultado fala por eles.

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Mais Poker: Sobre times, você já jogou em algum?

Luiz: Um tempo atrás joguei em um, hoje em dia jogo por mim mesmo. Mas jogar em time é sempre bom, tanto pelos coachings e aulas disponíveis quanto para diminuir sua variância. Em uma downswing (fase ruim) , o time está lá com você segurando as pontas. Segurar uma downswing dependendo do nível que você joga é difícil.

Mais Poker: Você já teve alguma downsing que foi tenso? Como você lidou com isso?

Luiz: Sim, foi aquela que eu tive no Pokerstars, da vez que eu quebrei. Eu me achava horrível, achava que não estava mais sabendo jogar. A gente fica bem chateado mesmo. Isso serviu de aprendizado para mim. Agora mesmo com o bankroll (caixa) bom eu ainda não jogo torneios mais caros , sei que preciso estudar para vencer o field (grupo de jogadores). A maior lição de todas é controlar bem o bankroll, e não achar que você é o melhor do mundo baseado nas suas vitórias. Igual eu no início, quando comecei a ganhar achei que eu iria para Vegas e ia ganhar bracelete, o negócio subiu a cabeça (risos). Eu era muito novo, e ganhando mais dinheiro do que imaginava não tive essa maturidade. Isso é um aprendizado e hoje em dia não repito mais esse tipo de erro. Aprendi com dor no coração! ( risos)

Mais Poker: Sobre as tendências, o futuro do poker em 2020. Como você acha que esse jogo vai se transformar?

Luiz: Eu acho que o poker só tem a crescer no mundo inteiro e principalmente no Brasil, justamente por causa dos aplicativos (Upoker, Pppoker) que pegaram muitos recreativos que jogam os lives e nunca tiveram tesão de jogar no Pokerstars por exemplo. Eles ficam ali na mesa com o mesmo pessoal que joga ao vivo com eles, se sentem mais confortáveis. E os Mixed games, é uma tendência que os brasileiros vão começar a voar agora. Todo mundo está vendo isso pelos brasileiros que ganharam os braceletes, os dois foram de Mixed. O Hold’em está bem saturado, estão inventando todo tipo de jogo justamente porque o pessoal não quer mais jogar Hold’em. O omaha de 5 cartas é o que está fazendo sucesso agora, é um jogo mais divertido.

Mais Poker: Tem mais alguma coisa que você gostaria de compartilhar?

Luiz: Falando sobre esse último título na Winter Series, ontem no caso. Eu dediquei esse título para o meu cachorro que infelizmente morreu no mesmo dia. Estou até meio emocionado de falar, ele sempre estava do meu lado no quarto enquanto eu estava jogando, todo dia ele tava ali. E um agradecimento para minha família e a minha namorada Mayara que sempre me apoiam nas viagens e nas minhas rotinas de final de semana.

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Por Camila Avelar

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